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Resistividade Elétrica e SEV em Passo Fundo: Mapeamento Geofísico Confiável

O basalto da Formação Serra Geral define o substrato de Passo Fundo, mas o que a gente vê no dia a dia é a complexidade do manto de intemperismo sobre ele. São solos argilosos, muitas vezes com lentes de material mais arenoso e horizontes de seixos que confundem qualquer sondagem tradicional. Nessas horas, a resistividade elétrica e a Sondagem Elétrica Vertical (SEV) entram como ferramenta de reconhecimento que evita surpresas. Em vez de furar às cegas, a gente injeta uma corrente contínua no terreno e mede como o solo responde. Cada camada — argila úmida, basalto são, basalto fraturado, lente de areia — tem sua própria assinatura elétrica. Aqui no laboratório, cruzamos esses perfis geoelétricos com a geologia local, que vai dos platôs do planalto até as várzeas do Rio Passo Fundo, para entregar um modelo de subsolo que realmente representa a realidade da obra.

A resistividade não fura o solo, mas revela onde vale a pena furar — e onde o basalto pode estar fraturado e saturado.

Abordagem e escopo

Compara o centro de Passo Fundo, mais alto e consolidado, com a região da grande Santa Marta, que avança sobre solos de alteração mais espessos. No centro, a resistividade costuma mostrar um contraste nítido entre o solo superficial e o topo rochoso raso, facilitando a locação de fundações. Já na Santa Marta, o perfil é bem mais gradual: argilas siltosas com umidade variável mascaram a profundidade do basalto, e é comum a gente precisar de arranjos de eletrodos mais longos, com aberturas AB acima de 200 metros. Nesses casos, o ensaio CPT complementa perfeitamente a SEV, porque a cravação contínua confere a estratigrafia que o método elétrico sugere. O importante, na nossa experiência, é nunca confiar em um único método quando o solo de Passo Fundo mostra heterogeneidade lateral. Às vezes, entre dois pontos separados por 50 metros, a curva de resistividade aparente muda completamente. Para obras lineares ou grandes lotes, a gente também cruza os dados com sondagens SPT para calibrar os valores de N60 com as camadas identificadas.
Resistividade Elétrica e SEV em Passo Fundo: Mapeamento Geofísico Confiável

Contexto geotécnico local

A ABNT NBR 15935 orienta os procedimentos de campo, mas em Passo Fundo a armadilha mais frequente é o acoplamento elétrico em solos muito secos no verão. Entre dezembro e março, as argilas superficiais ressecam e a resistência de contato dispara, gerando ruído e curvas com dispersão inaceitável. Quando a equipe não se prepara para isso, o resultado é um perfil falso que pode esconder uma camada condutiva profunda — e aí o projeto de aterramento ou de fundação perde a referência. Outro ponto sério é a presença de lentes de basalto vesicular preenchidas com argila, que geram baixa resistividade e podem ser confundidas com solo mole saturado. Sem calibração com sondagem mecânica ou CPT, o engano leva a fundações superdimensionadas ou subdimensionadas. Nós sempre fazemos a correção topográfica da curva de SEV e, em terrenos com desnível acima de 10%, aplicamos modelagem 2D para não projetar camadas com mergulho falso.

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Normas aplicáveis

ABNT NBR 15935: Investigações geofísicas de superfície — Sondagem Elétrica Vertical (SEV), ABNT NBR 7117: Medição de resistividade elétrica do solo — Procedimento, ABNT NBR 6122: Projeto e execução de fundações (para correlação com parâmetros geotécnicos)

Outros serviços relacionados

01

Sondagem Elétrica Vertical (SEV)

Perfilagem geoelétrica 1D com arranjo Schlumberger simétrico. Ideal para identificar profundidade do topo rochoso, espessura do manto de alteração e zonas saturadas. Em Passo Fundo, usamos aberturas de até 600 metros para atingir o basalto são em áreas de vale.

02

Caminhamento Elétrico 2D

Imageamento por tomografia elétrica ao longo de perfis. Essencial para detectar variações laterais bruscas, como diques de diabásio ou paleocanais preenchidos com material condutivo, comuns nos platôs do planalto.

Parâmetros típicos

ParâmetroValor típico
Técnica empregadaCaminhamento elétrico e Sondagem Elétrica Vertical (arranjo Schlumberger e Wenner)
Profundidade de investigação típicaAB/2 entre 1,5 m e 300 m na SEV; profundidade efetiva ~AB/3
Resistividade de argilas locais10 a 80 ohm·m (varia com saturação e teor de matéria orgânica)
Resistividade de basalto são> 1000 ohm·m; fraturado e saturado cai para 50 a 200 ohm·m
EquipamentoResistivímetro com potência de até 800 W, eletrodos de aço inox e cabos blindados
Norma de referênciaABNT NBR 15935: Investigações geofísicas de superfície — SEV
Aplicações principaisMapeamento de topo rochoso, detecção de zonas fraturadas, pesquisa de água subterrânea, contaminação

Perguntas e respostas

Qual o custo de um ensaio de resistividade elétrica ou SEV em Passo Fundo?

O valor de uma campanha de resistividade elétrica ou SEV em Passo Fundo fica entre R$1.600 e R$2.310, dependendo do número de pontos investigados, da profundidade de alcance necessária e da mobilização da equipe. Campanhas com imageamento 2D ou SEVs profundas, com AB/2 acima de 200 metros, tendem ao limite superior da faixa. Enviamos orçamento detalhado após entender a disposição do terreno e os objetivos da investigação.

A SEV consegue diferenciar basalto são de basalto fraturado em Passo Fundo?

Sim, essa é uma das aplicações mais úteis do método aqui no planalto. O basalto são apresenta resistividade muito alta, acima de 1000 ohm·m. Quando está fraturado e com água nos poros, a resistividade cai para valores entre 50 e 200 ohm·m. A curva da SEV mostra esse degrau claramente. Calibrando com uma sondagem SPT ou CPT, a gente define se a fratura representa risco para fundação ou se é um aquífero confinado.

Quanto tempo leva para executar e entregar o relatório?

A aquisição em campo de uma SEV profunda leva de 2 a 3 horas por ponto, dependendo do comprimento da linha e das condições de acoplamento. O processamento e a modelagem no laboratório exigem mais 3 a 4 dias úteis. Para campanhas com imageamento 2D e vários perfis, o prazo total de entrega do relatório fica entre 7 e 10 dias corridos.

É possível usar resistividade elétrica para localizar água subterrânea em Passo Fundo?

Sim. A SEV é uma ferramenta clássica para pesquisa hidrogeológica. Em Passo Fundo, as fraturas no basalto e os paleocanais preenchidos com material mais grosso são os alvos principais. A gente identifica zonas de baixa resistividade que contrastam com o basalto encaixante, e a profundidade dessas anomalias orienta a perfuração do poço. A NBR 15935 descreve os arranjos adequados para esse fim. Mais info.

Localização e área de serviço

Atendemos projetos em Passo Fundo e arredores.

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